{"id":52,"date":"2025-10-18T22:00:23","date_gmt":"2025-10-18T22:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.chagasadvogados.adv.br\/post\/investiga\u00e7\u00e3o-de-paternidade-e-exame-de-dna-quando-o-novo-teste-\u00e9-negado"},"modified":"2026-10-20T17:19:04","modified_gmt":"2026-10-20T20:19:04","slug":"investigacao-de-paternidade-e-exame-de-dna-quando-o-novo-teste-e-negado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/investigacao-de-paternidade-e-exame-de-dna-quando-o-novo-teste-e-negado\/","title":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00e3o de paternidade e exame de DNA: quando o novo teste \u00e9 negado"},"content":{"rendered":"<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/83a130_d4d0c641975747ee90c08420fa5c7026mv2.png\" alt='Em uma mesa de escrit\u00f3rio, uma mulher e um homem se olham atentamente, com as m\u00e3os abertas sobre a mesa, como em uma discuss\u00e3o ou negocia\u00e7\u00e3o. Entre eles, flutua uma espiral de DNA azul brilhante, que incorpora sutilmente o rosto de um beb\u00ea em sua base, simbolizando a paternidade e a verdade biol\u00f3gica. Um documento na mesa est\u00e1 carimbado com a palavra 'NEGADO'. Ao fundo, em um monitor de computador, um diagrama mostra o fluxo 'NOVO TESTE NEGADO'. Elementos jur\u00eddicos como a balan\u00e7a da justi\u00e7a e um martelo de juiz (malhete) sobre um livro de 'JURISPRUD\u00caNCIA' tamb\u00e9m s\u00e3o vis\u00edveis, refor\u00e7ando o contexto legal da decis\u00e3o.\"\/><\/figure>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o de paternidade e exame de DNA s\u00e3o essenciais para a verdade biol\u00f3gica, mas quando o novo teste \u00e9 negado, a Justi\u00e7a exige motivos t\u00e9cnicos reais. Saiba o que decidiu o TJ-MG.<\/p>\n<p>A busca pela verdade biol\u00f3gica \u00e9, ao mesmo tempo, uma quest\u00e3o de justi\u00e7a e de identidade. Quando h\u00e1 d\u00favidas sobre a paternidade, a investiga\u00e7\u00e3o e o exame de DNA se tornam o grande protagonistas, cient\u00edfico, t\u00e9cnico e, muitas vezes, emocional. Mas o que acontece quando uma das partes n\u00e3o concorda com o resultado e pede um novo teste?<\/p>\n<p>Em setembro de 2025, o <strong>Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJ-MG)<\/strong> decidiu que <strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel refazer o exame de DNA<\/strong> se n\u00e3o houver ind\u00edcios de erro ou v\u00edcio no procedimento anterior. O caso envolveu uma mulher que, ap\u00f3s receber resultado negativo, solicitou nova per\u00edcia alegando inconsist\u00eancias, mas sem provas concretas de falha t\u00e9cnica. O pedido foi negado.<\/p>\n<h2><strong>O que o tribunal considerou<\/strong><\/h2>\n<p>A decis\u00e3o segue entendimento do <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)<\/strong> de que o exame de DNA, quando feito dentro dos padr\u00f5es t\u00e9cnicos corretos, possui <strong>elevado grau de confiabilidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Por isso, <strong>s\u00f3 se autoriza nova coleta<\/strong> se a parte demonstrar <strong>falhas graves<\/strong>, d\u00favidas no laudo ou <strong>v\u00edcios no processo pericial<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o ac\u00f3rd\u00e3o, \u201ca realiza\u00e7\u00e3o de contraprova somente se justifica quando h\u00e1 v\u00edcios ou d\u00favidas quanto ao procedimento e ao resultado obtido\u201d. Assim, o TJ-MG manteve a decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia e <strong>negou o novo teste<\/strong>.<\/p>\n<h2><strong>O lado humano da decis\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Por tr\u00e1s da linguagem t\u00e9cnica, h\u00e1 hist\u00f3rias de vida. Um teste de DNA pode confirmar la\u00e7os ou romper esperan\u00e7as, afetar rela\u00e7\u00f5es familiares e redefinir identidades.<\/p>\n<p>Mas o Judici\u00e1rio precisa equilibrar emo\u00e7\u00e3o e m\u00e9todo: a verdade jur\u00eddica n\u00e3o pode se basear apenas em sentimentos, e sim em <strong>provas seguras e procedimentos v\u00e1lidos<\/strong>.<\/p>\n<p>A negativa do novo exame n\u00e3o \u00e9 uma recusa \u00e0 verdade, e sim uma <strong>prote\u00e7\u00e3o \u00e0 estabilidade das decis\u00f5es e \u00e0 confian\u00e7a nas per\u00edcias<\/strong>. Afinal, se cada d\u00favida subjetiva permitisse reabrir o processo, a pr\u00f3pria credibilidade da prova cient\u00edfica seria questionada.<\/p>\n<h2><strong>O que fazer se o resultado \u00e9 contestado<\/strong><\/h2>\n<p>Se houver suspeita leg\u00edtima de erro, como troca de amostras, irregularidades na coleta ou incongru\u00eancia t\u00e9cnica, o caminho \u00e9 <strong>impugnar o laudo pericial<\/strong> e apresentar <strong>fundamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica<\/strong>.<\/p>\n<p>A simples insatisfa\u00e7\u00e3o com o resultado n\u00e3o basta.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do TJ-MG refor\u00e7a um princ\u00edpio essencial: <strong>a busca pela verdade deve caminhar junto da seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/strong>.<\/p>\n<p>Salve este conte\u00fado para lembrar sempre que justi\u00e7a e ci\u00eancia caminham juntas.<\/p>\n<p>\u2728 Recome\u00e7os guiados pela lei, e por quem se importa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A investiga\u00e7\u00e3o de paternidade e exame de DNA s\u00e3o essenciais para a verdade biol\u00f3gica, mas quando o novo teste \u00e9 negado, a Justi\u00e7a exige motivos t\u00e9cnicos reais. Saiba o que decidiu o TJ-MG. A busca pela verdade biol\u00f3gica \u00e9, ao mesmo tempo, uma quest\u00e3o de justi\u00e7a e de identidade. Quando h\u00e1 d\u00favidas sobre a paternidade, a investiga\u00e7\u00e3o e o exame de DNA se tornam o grande protagonistas, cient\u00edfico, t\u00e9cnico e, muitas vezes, emocional. Mas o que acontece quando uma das partes n\u00e3o concorda com o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-52","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":172,"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52\/revisions\/172"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/chagasadvogados.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}